segunda-feira, 19 de abril de 2010

Magno Malta quer prisão perpétua para pedófilos


O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), anunciou nesta quarta-feira, 14, que vai trabalhar para criar uma frente parlamentar a favor da prisão perpétua para crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Como este é um assunto que envolve uma cláusula pétrea da Constituição Federal, Malta propõe que os deputados e senadores eleitos em 3 de outubro próximo sejam, também, parlamentares constituintes que teriam como objetivo promover mudanças na Constituição de 1988.
“Eu sei que se trata de uma cláusula pétrea [preceito constitucional que só pode ser alterado por uma Assembleia Nacional Constituinte], mas será que nós vamos ter que ficar convivendo com isso a vida inteira?”, ponderou o parlamentar durante sessão da CPI.

Outro parlamentar favorável à prisão perpétua para crimes de abuso é o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Demóstenes Torres (DEM-GO). O parlamentar, entretanto, descartou qualquer possibilidade de debate sobre o assunto neste momento por se tratar de uma cláusula que envolve direitos e garantias individuais.

Pedófilo de Luziânia

A CPI do Senado que investiga crimes sexuais contra crianças e adolescentes aprovou convite ao juiz da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Luiz Carlos de Miranda, responsável pela concessão de liberdade do pedreiro Adimar de Jesus Silva, assassino confesso de seis adolescentes de Luziânia (GO). O presidente da CPI, Magno Malta (PR-ES), quer saber em que se baseou o juiz para colocar em liberdade uma pessoa que já cumpria pena por esse tipo de violência.

Na mesma sessão, foram aprovados requerimentos de convocações da psiquiatra Ana Cláudia Sampaio, que emitiu laudo favorável à concessão da liberdade ao pedreiro, e da promotora da Vara de Execução das Penas e Medidas

Alternativas do Distrito Federal, Maria José Miranda. A promotora, segundo o presidente da CPI, teria redigido de próprio punho um parecer ao juiz no qual pontuou argumentos contrários à libertação de Adimar de Jesus.

O presidente da CPI destacou que ao convocar a psiquiatra Ana Cláudia Sampaio não faz qualquer pré-julgamento de sua conduta. Entretanto, afirmou que não terá “dúvidas em fazer recomendações ao Conselho Nacional de Psiquiatria se for constatado [pela CPI] erros”.

Durante a sessão, Magno Malta fez um relato da conversa que teve com Adimar de Jesus no presídio de Goiânia. “Conversei com esse cidadão e quando ele pronunciou as primeiras palavras deu para ver que se trata de um desequilibrado”, afirmou o parlamentar. Segundo ele, o pedreiro teria dito que ouvia vozes para ter relações com meninos e depois matá-los.

Fonte: Estadão

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